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sexta-feira, 27 de setembro de 2024

"NADA DO QUE FOI SERÁ"

 

FAZ DE CONTA é uma parceria minha com Roberto Mendes gravada por Raimundo Fagner em seu disco DONOS DO BRASIL, escolhida para ser o tema de Sandoval Peixoto, interpretado por Herson Capri, na novela COMO UMA ONDA de Walther Negrão – que tentava repetir o sucesso alcançado na década anterior com TROPICALIENTE, mas sem o mesmo encanto. A melancolia da canção dialogava diretamente com a solidão do personagem, parecia ser feita por encomenda. No entanto, Sandoval, que deveria ser o protagonista do núcleo praiano e par romântico de Maria Fernanda Cândido, dá o ar da graça rapidamente apenas no sexto capítulo, mantendo um certo clima de mistério, momento que a música toca pela primeira vez. Quando ele realmente adentra a trama, o público já estava seduzido pela química que ela tinha ao lado do líder dos pescadores vivido por Kadu Moliterno (que inicialmente morreria em um acidente de barco, mas com as bênçãos de Nossa Senhora da Obra Aberta acabou sobrevivendo e relegando nosso herói a mero coadjuvante, mesmo com seu nome encabeçando os créditos na abertura). Consequentemente, a música tocou menos do que o esperado na novela, embora tenha sido bem executada nas rádios – ainda hoje há quem me ligue apenas para dizer que escutou a minha música na Nova Brasil. COMO UMA ONDA estreou durante o horário de verão de 2004, quando a programação televisiva seguia o horário de Brasília, assim o folhetim era exibido às 16:50h em muitos estados, inclusive na Bahia. Na época, consegui assistir a poucos capítulos, mas valeu a experiência. Para quem tiver curiosidade, encontra-se disponível na GloboPlay.

 


 

sexta-feira, 19 de abril de 2024

NO TOCA-FITAS DO MEU CARRO XXI

Violonista da extinta banda Dialética, expoente da cena rocker do Recôncavo Baiano, o músico santamarense Dum Lima se arrisca em seu primeiro trabalho solo e totalmente autoral. Se em seu antigo grupo ele produzia arranjos repletos de camadas que flertava com uma espécie de rock progressivo à brasileira; agora ele trilha um caminho minimalista, onde “menos é mais” é a ordem da vez. Nas onze faixas do álbum, encontramos texturas sonoras, climas que nos remetem ao Clube da Esquina e ao indie dos anos 2000. Dum Lima parece buscar sempre as melhores soluções harmônicas: é pop sem ser superficial e é sofisticado sem ser hermético. Seu canto é doce, suavemente baixo, nos convida a prestar atenção. Amparado por Chuck Silva, o disco abre com “Mentiras”, uma das pequenas faixas, quase vinhetas, “tudo muda, tudo passa”, daquelas inverdades que teimamos em acreditar. Mas o tom a partir daí não é de irrealidade, é de saudade – que não por acaso é o título da última canção (que poderia, também, ser a faixa de abertura). A próxima é “Por um Triz”, uma resignação, um deixar ir, “ela vem e sai/ ela não quer mais falar”, antecedendo o sabor mais leve de despedida da faixa que batiza o álbum. “Todo Adeus” deseja um fim de dia que não existe mais, espalhando a saudade em toda parte. Em “Devendra” os sintetizadores nos chama para dançar ou apenas bater um pouco os pés ou balançar a cabeça sem sair do lugar, talvez a saudade não seja tão triste assim. “Mãe” nos coloca de volta na rota da reflexão, com versos do poeta Ediney Santana, “que o inverno dos meus dias/ o abraço seja um sol”, é um acalanto às avessas, como se agora acariciássemos os cabelos brancos de uma velha senhora que adormece silenciosamente em nosso colo. “Fim de Tarde” traz uma lembrança serena, uma polaroide que insiste em não desbotar, é um tema que se repete, a saudade na floresta azul é o entardecer. “Há um rastro de chumbo em seus olhos quando desiste”, a tragédia da contaminação por cádmio e chumbo que acometeu a cidade de Santo Amaro da Purificação serve de metáfora para a partida em “Dos Rastros”, que tem versos do conterrâneo Herculano Neto. “Ana Louise” vem com a clarineta de Wylton Barbosa, um violão marcando um samba intimista no terreiro e finaliza refereciando a poesia marginal setentista. Já “Ada” é a casa vazia, é o tropeçar em brinquedos, é saudade, mas uma saudade azul. Como diria Tavito em “Rua Ramalhete”: “sem querer fui lembrar”, citada em “Metal”, a penúltima faixa, sobre um amigo que foi embora cedo demais. Assim é a saudade, nos apanha inesperadamente, por acidente, quando menos esperamos. Impregnado de nostalgia e melancolia, Dum Lima e a Floresta Azul está disponível nas principais plataformas digitais e futuramente em mídia física.

 


sexta-feira, 1 de setembro de 2023

NO TOCA-FITAS DO MEU CARRO XX

Os piores momentos da minha vida costumam ser reprisados incessantemente no streaming da memória. Acontecimentos há muito sepultados retornam como se nunca tivessem falecido, feito assombrações, como se tivessem ocorrido ontem. Consigo, inclusive, sentir a dor da queda. A cicatriz esquecida reabre ainda mais dolorosa, enquanto o sabor desagradável da derrota percorre minha boca. Os risos, os dedos apontados, os olhares de desaprovação e o escárnio estão todos no mesmo lugar: imóveis e imutáveis. Sei que tive meus instantes de glória, mas tudo parece desinteressante perto dos meus insucessos. No rádio do carro toca “Perdendo Dentes” do Pato Fu. Não poderia ser mais apropriado: As brigas que ganhei/ Nem um troféu/ Como lembrança/ Pra casa eu levei/ As brigas que perdi/ Estas sim/ Eu nunca esqueci. 

 


terça-feira, 30 de maio de 2023

NO TOCA-FITAS DO MEU CARRO XIX

Sei que a nostalgia vende e, muitas vezes, é difícil escapar do seu apelo. Consumida, principalmente, por antigos jovens ávidos por dopamina, a nostalgia poderia ser um produto à venda nas melhores lojas do ramo (com campanha publicitária dirigida por Washington Olivetto e exibida na íntegra no intervalo do Fantástico). Poderia ser também a droga criada a partir das memórias do próprio usuário e atrelada ao seu DNA como na série Watchmen (2019). A nostalgia seduz, fascina, é um enigma já solucionado, é o que pejorativamente, e injustamente, chamam de zona de conforto. O show dos Titãs com sua formação clássica, e um repertório que com inevitáveis exceções vai do debut de 1984 até o controverso e maravilhoso álbum de 1991, é nostalgia pura, é saudade do que não vivi. Sempre afirmei que a banda deveria ter encerrado as atividades após o Acústico MTV (1997), que para o bem e para o mal definiu o template usado à risca pelos artistas seguintes. No entanto, prosseguiram colecionando erros e acertos ao gosto do freguês – mesmo que fosse um freguês nostálgico. 

sexta-feira, 8 de julho de 2022

NO TOCA-FITAS DO MEU CARRO XVII

Porque sou o meu próprio Mariozinho Rocha

Tatuei o verso “But I am the greatest motherfucker/ That you'll ever gonna meet”, da canção GMF, do pianista islandês/americano John Grant, no meu braço – entre “You Can't Always Get What You Want” dos Stones e “To die by your side is such a heavenly way to die” dos Smiths. Engraçado que sempre saio de casa com algumas imagens na cabeça e uma pasta de prints no smartphone, de Peanuts a Hitchcock não me faltam ideias para tatuagens, mas fatalmente retorno com algum verso gravado na pele, como se meu corpo fosse um antigo caderno escolar onde anotava frases dispersas durante alguma aula desinteressante no Polivalente de Santo Amaro. 


domingo, 8 de maio de 2022

NO TOCA-FITAS DO MEU CARRO XV

Porque sou o meu próprio Mariozinho Rocha

Dreampop é um gênero derivado do rock alternativo oitentista. Não poderia haver denominação melhor: é como se os anos de 1980 nunca tivessem acabado. 



sexta-feira, 1 de abril de 2022

NO TOCA-FITAS DO MEU CARRO XIV

Porque sou o meu próprio Mariozinho Rocha

Acho que faz parte do imaginário de boa parte dos fãs de classic rock ter presenciado o Festival de Woodstock e inalado aqueles dias de flower-power – fascínio absolutamente justificável. No entanto, naquele mesmo verão de 1969, em Nova York, cerca de trezentas mil pessoas acompanharam outro evento. Sem tanta popularidade e praticamente esquecido da história por décadas, o Harlem Cultural Festival, brilhantemente documentado no filme Summer of Soul (...ou, Quando a Revolução Não Pôde Ser Televisionada), muito mais politizado que seu colega afamado, trazia um line-up formado por artistas negros se apresentando para um público majoritariamente negro. Com uma programação que reunia Stevie Wonder, B.B. King, Nina Simone, Mahalia Jackson, Chambers Brothers, Sly & the Family Stone, Chuck Jackson, The 5th Dimension, David Ruffin, Hugh Masakela, Gladys Knight & the Pips, entre outros. Analisando agora, já não sei dizer em qual dos festivais gostaria de ter participado. 


terça-feira, 8 de março de 2022

NO TOCA-FITAS DO MEU CARRO XIII

Porque sou o meu próprio Mariozinho Rocha

No começo dos anos de 1980, praticamente todos os lares de Santo Amaro possuíam uma cópia do LP “CAVALO DE PAU”, de Alceu Valença – pelo menos todas as casas que eu frequentava ou que minha memória da infância permite lembrar. Possivelmente estimulado pelos sucessos “Tropicana” e “Como dois Animais”. No entanto, a canção que me inquietava era a faixa título, com uma formação mais enxuta, apenas baixo/bateria/guitarra/piano, em um arranjo minimalista muito mais próximo do experimentalismo do rock do que dos ritmos regionais que caracterizavam o álbum, culminando em um Alceu, a plenos pulmões, vociferando sua letra. Era um som que, naquele contexto, causava inevitável estranheza. Curiosamente, seus versos só começaram a me trazer real significado após vários anos, depois que vim parar na capital. Quando, aos poucos, fui desconhecendo aquele menino do interior em mim e, irremediavelmente, deixando a minha inocência para trás – talvez o bem mais precioso que perdi na vida. Por mais que eu insistisse em procurá-la, esquecida na mala/em um canto dos olhos, sabia que jamais a reencontraria novamente. Minha inocência era como aquele cavalo de pau que se torna arisco, indomável, que me derruba, que me nega, determinando que agora era tempo de caminhar sozinho.

(Publicado originalmente em agosto de 2010)

 


 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

NO TOCA-FITAS DO MEU CARRO XII

Porque sou o meu próprio Mariozinho Rocha

Assim como a publicação com AS PIORES CANÇÕES DE RAUL SEIXAS, outra postagem que despertou a sanha dos haters de clickbait foi OS PIORES VERSOS DE RENATO RUSSO, como se eu fosse o seu maior desafeto no planeta (mais uma brincadeira mal interpretada). Durante a juventude fui até presidente de fã-clube da Legião Urbana em Santo Amaro, pesquisando e acumulando qualquer material que se referisse à banda. Sendo assim, imaginei que pela listagem das músicas selecionadas, que incluía licenças pueris como “Benzina” e “Submissa”, estivesse evidente que não seria algo para ser levado a sério – muito menos ameaçar a integridade física do autor (ai, que medo). Passados quase dez anos da postagem original, aqui estou para elencar os versos que considero dignos de uma leitura sem a presença da canção e (por que não?) serem chamados de poesia.

Leia no volume máximo!


sábado, 1 de janeiro de 2022

NO TOCA-FITAS DO MEU CARRO X

Porque sou o meu próprio Mariozinho Rocha

Alguns clássicos do reggae, automaticamente, conseguem me transportar a um período específico da minha infância – uma época em que a vida, definitivamente, parecia ser mais simples. Não pretendo, novamente, soar nostálgico, não é esse o propósito, até porque hoje eu sei que a vida não era tão simples assim.



segunda-feira, 1 de novembro de 2021

NO TOCA-FITAS DO MEU CARRO IX

Porque sou o meu próprio Mariozinho Rocha

Às vezes eu tenho a impressão que Caetano Veloso não possui fãs. Digo fãs dedicados mesmo, desses que colecionam bootlegs, conhecem particularidades da discografia e adoram lados Z. Uns chatos como Raul Seixas, Bob Dylan, e agora Belchior, têm. Não que isso faça alguma diferença, mas basta observar a exaltação do público em suas apresentações ao reconhecer músicas consagradas e dispersar quando executada alguma que fuja do pra-você-e-eu-e-todo-mundo-cantar-junto – sendo o ponto alto “Sozinho”, seu maior êxito comercial, emblematicamente uma música que não é da sua lavra – para constatar que alguma coisa está fora da ordem. Ainda assim ele continua produzindo uma obra consistente, sem amargar dessabores ou gravações que o desabone, angariando depreciações (“o vovô ta nervoso, o vovô”) por motivos que escapam do campo da arte. Seu último trabalho, “Meu Coco”, talvez seja seu mais bem-acabado conjunto de canções copiladas num álbum em muitos anos, o tempo deve alojá-lo, facilmente, em um top 5 de melhores discos do artista – se o denso algoritmo permitir. 

 


terça-feira, 5 de outubro de 2021

NO TOCA-FITAS DO MEU CARRO VIII

Porque sou o meu próprio Mariozinho Rocha

Dizem que quanto mais velho você fica mais afastado do palco durante os shows você se posiciona. Eu, que já me acotovelei na grade em festivais ou resisti sentado às botinadas no fosso da Concha Acústica do Teatro Castro Alves, só tendo a concordar. A ausência de algo muitas vezes se converte em resignado desinteresse, foi o que a pandemia e o isolamento social fizeram com minha vontade de frequentar lugares lotados. Acho que até antes desse inferno eu já mantinha estratégica distância de aglomerações nos eventos somada com uma localização confortável do bar. No entanto, gostaria de ainda assistir a uma apresentação dos Rolling Stones na pista, talvez eu até vibrasse com a multidão aos primeiros acordes do riff de “Satisfaction” (canção que dificilmente tocaria em alguma playlist minha) assim como vibrei com “Hey Jude” (outra canção que não toca no meu rádio) no show de Paul McCartney na Arena Fonte Nova.



segunda-feira, 30 de agosto de 2021

NO TOCA-FITAS DO MEU CARRO VII

Porque sou o meu próprio Mariozinho Rocha

Passei cinco anos sem atualizar meu blogue, nesse período o que não me deixava esquecer que ele existia eram as notificações, que de quando em vez chegavam, com novos comentários, principalmente na postagem AS PIORES CANÇÕES DE RAUL SEIXAS, até hoje minha publicação mais acessada. Em sua maioria eram comentários bélicos, como é de praxe na internet, que nunca me incomodaram de verdade, achava até engraçado. Pela seleção das músicas e textos informativos, acreditava que estaria evidente que a postagem só poderia ter sido realizada por um conhecedor e admirador da obra de Raulzito, mas nem todo mundo possui capacidade interpretativa mínima. Outras pessoas insistiam para que eu fizesse um contraponto listando as melhores na minha opinião, talvez para comparar com o seu próprio gosto ou apenas apontar que estava faltando ou sobrando algo. Enfim, resolvi selecionar onze faixas, das que estão disponíveis nesse momento no Spotify. Teria incluído, certamente, “Trifocal”, gravada por Tony & Frankye em 1971, com produção e uma participação inusitada do próprio Raul na gravação; além de “O Príncipe Valente”, gravada pela carioca Luiza Maria no álbum “Eu Queria Ser Um Anjo”, de 1975, parceria com Paulo Coelho. 

 


quinta-feira, 5 de agosto de 2021

NO TOCA-FITAS DO MEU CARRO VI

Porque sou o meu próprio Mariozinho Rocha

 

Em 1971 Erasmo Carlos dava um passo em sua carreira que não teria mais volta, entre o ídolo juvenil com “fama de mau” a maldito da MPB setentista a distância era mínima e o risco, inevitável. A balada existencialista “É Preciso dar um jeito, meu amigo”, do álbum Carlos, Erasmo, é uma síntese daquele conturbado período no país. Acompanhado de músicos como o guitarrista Lanny Gordin e os mutantes Sérgio Dias, Liminha e Dinho, Erasmo deixava os anos de ingenuidade da década passada, definitivamente, para trás. Observando o Brasil de hoje, não menos sombrio do que aquele de 1971, “É preciso dar um jeito, meu amigo” soa quase como um apelo.

 

quinta-feira, 29 de julho de 2021

CONTÉM SPOILER V

Aquele filme que eu te falei

 

Ruben (Riz Ahmed) é baterista em um duo de noise metal em O Som do Silêncio (The Sound of Metal, 2019), primeiro longa de ficção do americano Darius Marder, que rapidamente começa a perder a audição. Na cena de abertura, somos apresentados a sua banda e toda a fúria do seu ofício em atividade. A solidão do baterista no fundo do palco, a visão ampla de tudo que ocorre a sua frente, o tranquilo domínio da situação. A jornada de Ruben até a emblemática sequência final é desconfortável, inquietante. Sem legendas nos momentos em que os personagens se comunicam através dos sinais, ficamos tão desorientados quanto o protagonista. O design de som é angustiante, mudez e ruídos se confundem. O silêncio aqui não é sinônimo de calmaria, o silêncio aqui é desesperador. No meio do filme, quando todas as cartas já estiverem na mesa, novamente teremos contato com o seu instrumento, sozinho em um motorhome Ruben ataca a bateria e assim como ele, não escutamos nada. Agora não é apenas a agressividade que o estilo musical necessita, é uma raiva genuína, resignação e revolta, uma exteriorização do som através do silêncio. 


terça-feira, 13 de julho de 2021

NO TOCA-FITAS DO MEU CARRO V

Porque sou o meu próprio Mariozinho Rocha

  

“A vida não é filme/ você não entendeu”, mas gosto de imaginá-la com música: seja em um mero caminhar no final da tarde ou uma trivial ida ao supermercado. Cada simples ato do meu cotidiano acompanhado de uma trilha sonora. Buzinas, vozes e ruídos na minha estrada substituídos por canções. Quentin Tarantino me daria razão.  



terça-feira, 15 de junho de 2021

NO TOCA-FITAS DO MEU CARRO IV

Porque sou o meu próprio Mariozinho Rocha 

 

Tem dias que a vontade de desistir me afaga; em outros, a persistência prevalece e a noite me convida para dançar ao som do sueco Albin Lee Meldau. E seguimos. 


sexta-feira, 28 de maio de 2021

NO TOCA-FITAS DO MEU CARRO III

Porque sou o meu próprio Mariozinho Rocha 
 
Molly Sarlé foi uma das poucas cantoras que passei a escutar antes da pandemia e continuei escutando durante. Era praticamente a trilha sonora daqueles primeiros dias. Agora tenho medo de que quando esse terror terminar ela se torne uma lembrança ruim, algo que me remeta automaticamente para uma época que eu apenas quero esquecer. Espero que o mundo aprenda a melhorar e que Molly Sarlé, no futuro, seja uma lembrança doce. 

 




sexta-feira, 7 de maio de 2021

NO TOCA-FITAS DO MEU CARRO II

Porque sou o meu próprio Mariozinho Rocha 

 

Sem a grife de um Caetano Veloso, Gilberto Gil ou Chico Buarque, o santo-amarense Roberto Mendes é um dos compositores mais gravados por sua conterrânea Maria Bethânia. Presente em sua discografia desde a gravação de “Filosofia Pura” (no disco Ciclo, 1983) com raras ausências desde então.

Seleção na playlist “Maria Bethânia Canta Roberto Mendes” no Spotify. 


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