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terça-feira, 13 de julho de 2021

NO TOCA-FITAS DO MEU CARRO V

Porque sou o meu próprio Mariozinho Rocha

  

“A vida não é filme/ você não entendeu”, mas gosto de imaginá-la com música: seja em um mero caminhar no final da tarde ou uma trivial ida ao supermercado. Cada simples ato do meu cotidiano acompanhado de uma trilha sonora. Buzinas, vozes e ruídos na minha estrada substituídos por canções. Quentin Tarantino me daria razão.  



quarta-feira, 27 de março de 2013

TARANTINO (50 ANOS)

Nos cinquenta anos de Quentin Tarantino só algo vem à minha mente: a trilha sonora dos seus filmes. E nenhuma faixa soa mais emblemática para mim do que “Girl You'll Be a Woman Soon”, que embala uma (entre tantas) das sequências inesquecíveis de “Pulp Fiction”. Se todo mundo costuma lembrar de Uma Thurman dançando com John Travolta ao som de Chuck Berry, sempre preferi ela cantando e dançando sozinha na sala antes de sofrer uma overdose. Clássica.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A BELA TRISTEZA DE LÉA SEYDOUX

        Curiosamente, muitos comentários recebidos pela série FRAGMENTOS DE UM ROMANCE QUE NUNCA EXISTIU faziam referência à modelo que ilustrava as postagens: a atriz francesa Léa Seydoux. Não me incomodou o fato dela ter chamado mais atenção do que os textos, taí uma disputa que eu não fazia a menor questão de vencer.
        Sempre quis utilizar (e ainda quero) a imagem de Lauren Bacall no blogue, mas para esse universo essencialmente urbano, melancólico e reflexivo, tão agora, uma diva noir, uma femme fatale, não seria muito adequado. Léa Seydoux não foi uma escolha premeditada, aconteceu naturalmente. Gosto da empatia que ela tem com as câmeras, de não parecer que é feita de plástico, inatingível, de parecer com alguém que realmente existe, com todos os seus dramas e alegrias.
         Considero belíssima a sua tristeza.
        Léa Seydoux se destacou no filme A BELA JUNIE (La Belle Personne, 2008) de Christophe Honoré, onde interpretou a enigmática personagem título que despertava o interesse do seu professor, Louis Garrel. No ano seguinte, participou da produção de Quentin Tarantino, BASTARDOS INGLÓRIOS, na extraordinária sequência de abertura, ao lado de Christoph Waltz. Atuou, também, em ROBIN HOOD, de Ridley Scott e este ano encantou em MEIA-NOITE EM PARIS, de Woody Allen, interpretando a doce Gabrielle. Em breve, marcará presença no novo MISSÃO: IMPOSSÍVEL (Ghost Protocol), quando, certamente, ganhará um número ainda maior de admiradores.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

BASTARDOS INGLÓRIOS

Bastardos Inglórios é Quentin Tarantino de volta à grande forma num dos melhores filmes do ano (tentei não escrever no calor da hora para evitar lugares comuns como esse). Seguindo à risca a cartilha de “como produzir um cult movie”, ele nos presenteia mais uma vez com diálogos memoráveis e personagens carismáticos, como o coronel nazista Hans Landa, “o caçador de judeus”, interpretado magnificamente (também queria evitar hipérboles e superlativos) pelo ator austríaco Christoph Waltz, que deu vida a um dos maiores antagonistas de toda história do cinema (não é exagero). Tarantino divide sua obra em capítulos (até aí nenhuma novidade) para apresentar durante a 2ª Grande Guerra as trajetórias do tenente Aldo “Apache” Raine, vivido por Brad Pitt, líder dos Bastardos, um batalhão especializado em escalpelar nazistas na França ocupada por Hitler, e Shosanna, a judia que escapa de um massacre em família e se torna (sem muitas explicações plausíveis, talvez na especulada continuação) proprietária de um cinema em Paris. Com essas duas premissas o enredo caminha paralelamente até a aguardada intersecção, que culmina numa sanguinolenta sequência - que já foi o sonho politicamente incorreto de qualquer pessoa que preze a dignidade humana (não, não contei o final).
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