Adormeci lendo Rimbaud, como se estivesse em uma praia selvagem do Marrocos, como se aquelas palavras me deflorassem, como se eu estivesse exposta ao feroz zunzum das moscas imundas, como se a eternidade me invadisse e um amor infinito tomasse minha alma, como se eu dançasse no baile dos enforcados e depois caminhasse longe, muito longe, feito um boêmio.
Quando acordei, tinha o olhar perdido e a postura morta. Acho que ninguém me reconheceria assim.
Quando acordei, tinha o olhar perdido e a postura morta. Acho que ninguém me reconheceria assim.