segunda-feira, 20 de setembro de 2021

CONTÉM SPOILER VIII

Aquele filme que eu te falei

Sci-fi, filosofia, quadrinhos, animes, religião, artes marciais, cyberpunk, distopia, tecnologia, sociedade, Lewis Carroll, cinema de Hong Kong... São diversos os temas abordados em Matrix (1999), – o que nos possibilita, sem exagero, atentar para novas camadas em qualquer reexibição. Não é difícil, inclusive, traçar paralelos com a nossa realidade (realidade?), manipulados por algoritmos e cada vez mais dependentes das máquinas. O filme ditou, involuntariamente, os rumos da cultura pop para o século que se aproximava; da moda aos games, nada permaneceu ileso. O triunvirato formado por Neo, Trinity e Morpheus é frequentemente referenciado, ícones que sobreviveram ao retrato de uma época, embora Switch, interpretada pela australiana Belinda McClory, tenha despertado maior interesse com o transcorrer dos anos, personagem que teria gêneros diferentes dentro e fora da Matrix, uma alegoria sobre aceitação da própria identidade, ideia recusada pelo estúdio, porém hoje seria absolutamente bem-vinda e necessária. Gostaria de ter pinçado, como é comum nessa seção, uma cena de Matrix para ilustrar algum raciocínio, mas acabaria escrevendo uma crítica (o que não é a intenção aqui). Restaram apenas essas anotações. 

Siga o coelho vermelho! 


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