segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

VELHAS POLAROIDES II

 
 
 

SALVADOR ABAIXO DE ZERO / EDIÇÕES P55 - COLEÇÃO CARTAS BAHIANAS / 
R$ 15,00 (solicite seu exemplar diretamente com o autor) / 
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

BARRADO NO BAILE

Em 2012, completei dez anos de blogue (dois anos no IG, quatro no UOL e o restante aqui). Não sei dizer porque a data passou em branco, talvez eu seja, realmente, um despercebido ou talvez eu não dê tanta importância para essas efemérides quanto eu achava. Não sei. Já escrevi sobre as coisas que ADORO e ODEIO em blogues, mas, coincidentemente, algo que não relacionei aconteceu em dose tripla recentemente: três blogues que eu costumava acompanhar limitaram sua leitura apenas para convidados e, como fácil ficou prever, me deixaram de fora da festa. Não sei dizer, olhe o não sei outra vez, se me senti frustrado por ter sido excluído, feito um adolescente mal amado, ou se dez anos não seja tempo suficiente para entender esse universo. Quem sabe, com os meus questionamentos, eu não fosse um leitor agradável.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

NA CALADA DA NOITE

Só me dei conta quando eu estava voltando para o
hotel, exausto, de cara e sozinho, que nem toda noite é noitada.
 
 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

VELHAS POLAROIDES

 
 
 
 


SALVADOR ABAIXO DE ZERO / EDIÇÕES P55 - COLEÇÃO CARTAS BAHIANAS / 
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

“O” NEGATIVO CARETA

É verão, férias, carnaval... E consequentemente aumenta o número de acidentes (e incidentes), fazendo os bancos de sangue do país trabalharem no limite (ou abaixo dele). Para querer ser um doador, bastaria saber que a cada dois segundos algum paciente necessita de transfusão de sangue no Brasil e que cerca de uma em cada cinco pessoas que são internadas nos hospitais necessitarão de transfusão de sangue. No entanto, muita gente “descolada”, com sua rebeldia sem data de validade, além de acreditar que o pior só pode acontecer com os outros, associa o ato de doar com “caretice”, para eles quem pode doar não sabe viver, já que não usou drogas recentemente nem teve relações sexuais sem proteção ou com mais de um parceiro, entre outras coisas. Confesso que há tempos não via um raciocínio tão tacanho. Nunca desconfiaria que comportamento de risco fosse sinônimo de saber viver (acho que vou escrever no meu cartão de doador: O− e careta, com orgulho). 
          Neste verão, divirta-se. E doe sangue (sem ligar para o que vão dizer).

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

DESPERCEBIDOS

…e o mundo não acabou. Mas eu só notei há alguns dias, talvez há algumas horas. Eu sou assim: despercebido. Demorei para perceber quando ela sentou ao meu lado, num banco da praça (tenho esse delay, esse descompasso). Demorei para perceber quando perdi meus amigos, quando o afeto se converteu em mágoa, em rancor. Demorei para perceber que eu não sentia mais medo, que viver era só atravessar a  porta. Demorei para perceber o domínio dos cabelos brancos sobre o Império da Minha Cabeça. Demorei para perceber que amores têm prazo de validade, são perecíveis. Demorei para perceber que os meus sonhos mudaram. Demorei para perceber que era engano, que eu não era bem vindo. Demorei para perceber os olhos de Bette Davis, a voz de Aracy de Almeida, a poesia de Henriqueta Lisboa. Demorei para perceber que o meu silêncio começa na minha saudade. Demorei para perceber que sou um leonino que gosta de passar despercebido. Demorei para perceber que eu não tenho pressa. Demorei para perceber que já era ano novo.
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