quarta-feira, 26 de maio de 2010

PICOS III

A enfermeira não consegue encontrar onde injetar o medicamento; parece nervosa, impaciente. Faço um esforço e olho para o meu braço extremamente branco: sou um mapa sem estradas. Não me levo a lugar algum.

27 comentários:

  1. Mesmo sem estradas, se existe um mapa existirão sempre caminhos alternativos. Gostei da reflexäo

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  2. Gostei...

    bem forte.

    Abraços e te espero em meu blog!

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  3. Estrada se faz ao caminhar o caminheiro... fosse poeta a enfermeira saberia... :D

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  4. Oi, obrigada por sua visita e o seu poema.
    Gostei do seu blog tb.
    Vou responder aqui sobre o seu outro post, em relaçao a escritor nao ser encarado como profissional.
    Eu tb acho um absurdo e lamentável. Mas pelo que vejo toda arte é descriminada. Até os músicos sofrem com isso. Tenho um amigo que fica mal todos os dias enfurnado em um escritório, sonhando com a sua vida de músico paralela, pq a família nao aceita q ele nao ganhe muito ainda com isso. Mas eu ainda o tirarei daquele escritório. rss
    Bjs! Amigo. Espero que agente ainda se fale mais.
    Lu

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  5. Uma hora, a estrada chega até você...

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  6. A alma esbarra na doença
    que rouba a alegria à flor
    o mapa da vida fica sem traçado
    sem cor
    alimenta-se da decadência.

    Formas de ver as coisas...ABRAÇO!

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  7. E eu sou um buraco sem tampa e sem placa de cuidado. Caí dentro e de mim agora não saio

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  8. Hum, interessante! Muito bom!

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  9. Mas com certeza há sempre uma saida, desde que não se perca a esperança...

    Fique com Deus, menino Herculano.
    Um abraço.

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  10. mais uma vez, vai na veia. absolutamente bom.

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  11. Exatamente assim que me sinto em diversos momentos de confusão !

    Lindo demais !

    Parabéns pela criatividade...

    Bj
    Leticia Duns.

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  12. Tanto a ausência de caminhos como a existência de muitos, fazem-nos perdidos.

    "mais uma vez, vai na veia" (2)

    Abraços,

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  13. ... E usando a sensibilidade treinada da ponta de seus dedos, soube reconhecer cada trajeto invisível... O que ninguém via, ela sentia. Olhos para quê?

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  14. Cartografia e perdição. Nas rotas, os picos de poesia e vazio.
    abraços

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  15. E assim, chego.

    Tava com saudade de passar por aqui.

    Beijoca, Herculano

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  16. "um mapa sem entradas"?
    bonito e melancílico ao mesmo tempo.

    um mapa que não orienta
    falta informação
    não se vai nem se mostra onde pode nos encontrar.

    parece que falta sangue nas veias.
    vida pulsante.

    beijos

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  17. Sermos mapas sem estradas nos torna tão ciclicamente incorretos.

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  18. todos estes nossos picos constituem de forma plena o nosso SER ... uns mais altos e aguçados que outros, mas imprescindíveis no conjunto ...

    adorei esta série ...

    bjux

    ;-)

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  19. Mapas e trilhas, caminhos por onde todos um dia já se perderam...Muito bom seu texto. Abraço

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  20. Mesmo sendo profissional, falhamos né...

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  21. MAGNÍFICO!!!

    Dizer mais o quê?!!!

    BOA NOITE! DURMA BEM! TENHA BONS SONHOS! ESCREVA MAIS AMANHÃ, POR FAVOR...

    BEIJO!!!

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