segunda-feira, 29 de junho de 2009

SAUDADES DO POWER TRIO NORDESTINO

Os festejos juninos sempre me agradaram, bem mais do que qualquer outra festa de calendário. Pode ser pelo clima, o cheiro, a cor ou qualquer outra característica difícil de explicar, mas comum para quem frequenta o interior do nordeste nessa época. Menos complicado tentar explicar o som: não sou conservador nem vou resgatar algum episódio de jenipapos absolutos da infância, apenas acreditava que o autêntico forró resistia às tendências, compartilhando seu espaço cativo com artistas antes onipresentes (e reverentes) como Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Zé Ramalho e afins, no entanto tudo que vi nas últimas festas foram grupos lascivos de tecnoforró moldados na mesma forma e um indigesto neo sertanejo de garagem. Ainda assim esperava que cedo ou tarde surgissem soberanos a zabumba, o triângulo e a sanfona: o genuíno power trio. Mas juntamente com as cinzas da fogueira só apareceu a saudade. O remédio foi cantar.
(ILUSTRAÇÃO JOÃO WERNER)

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