Não gosto de reverenciar ninguém depois de morto. Homenagem sincera, acredito, deve ser feita durante a vida, após sempre me parecerá oportunismo. No entanto, não posso deixar de dizer que no último sábado, perdi meu vilão cinematográfico preferido. Quando li as primeiras notícias sobre o falecimento de Dennis Hopper, agi com natural incredulidade (não poderia ser diferente). Depois, passei a relembrá-lo em APOCALYPSE NOW (1979), VELUDO AZUL (1986), JUVENTUDE TRANSVIADA (1955) e, principalmente, ao lado de Peter Fonda pilotando livremente sua Harley Davidson, ao som de “Born To Be Wild”, do Steppenwolf, em EASY RIDER (1969) -, possivelmente, uma das imagens mais icônicas da história do cinema e da contracultura. Na verdade, em seus filmes, meu vilão preferido continuará vivo. Mesmo que ela morra no final.

















