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Mostrando postagens com marcador Maurício de Sousa. Mostrar todas as postagens
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domingo, 7 de abril de 2013
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
MEU NOME É CHICO BENTO, SÔ
Em 2011, para comemorar os 500 longa-metragens patrocinados pela Petrobrás, a equipe de Maurício de Sousa foi convidada para fazer um crossover entre os personagens da Turma da Mônica e alguns dos maiores sucessos do cinema brasileiro, como "O Homem que Copiava", "Tropa de Elite" e "Se eu Fosse Você". Para "Cidade de Deus" foi reservado Chico Bento, e a escolha não poderia ter sido melhor. Marco do
cinema nacional, com quatro indicações ao Oscar (roteiro, direção,
fotografia e montagem), "Cidade de Deus" estreou no dia 31 de agosto de
2002. Dez anos depois, o cinema feito no Brasil continua com as mesmas, e
piores, dificuldades, e sem ter produzido outro trabalho tão significativo. Um documentário, uma HQ e um musical fazem parte das homenagens ao filme de Fernando Meirelles em 2012.
domingo, 10 de junho de 2012
CONFLITO DE ECOS
Em outubro, se o meu mundo não acabar, completarei dez anos de blogue. O primeiro foi no IG, depois na UOL e desde 2008 estou aqui – quem tentou escrever e ser lido em fanzines mimeografados (o quê?) ou xerocados (neologismo infeliz) no século passado, sabe o valor de produzir e publicar seu próprio conteúdo.
Gosto bastante de blogues, leio vários todos os dias, embora nem sempre comente, algumas vezes por falta de tempo (a desculpa mais esfarrapada da história da humanidade), noutras, para evitar embates desnecessários. Comentários elogiosos são frequentemente ignorados, mesmo quando comentam que sua postagem salvou a vida de alguém. No entanto, basta discordar para o mundo do blogueiro vir abaixo e ele apresentar todas as suas deselegantes armas (o que, cá entre nós, é uma bobagem sem tamanho). Concordar ou discordar faz parte do debate e deveria ter o mesmo peso, mas o ser humano necessita de eco.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
PRIMEIRO PERSONAGEM GAY DE MAURICIO DE SOUSA
Independentemente de teorias mirabolantes e mensagens subliminares, sempre considerei, dentro dos quadrinhos produzidos por Maurício de Sousa, a “Turma da Tina” como a primeira, e verdadeira, “Turma da Mônica Jovem” - embora apenas recentemente tenha ganhado sua própria revista. Tina é sem dúvida sua personagem mais antenada com a juventude, surgiu em 1964 com visual hippie e foi se moldando às atualidades, hoje faz faculdade de jornalismo e tem um blog, mas tudo com o humor leve característico de seu criador.Maurício de Sousa, que foi muito criticado durante os anos da ditadura por se manter à margem do cenário político, diferentemente do argentino Quino e sua personagem Mafalda, demonstrou estar interessado nos novos tempos e na mudança de costumes ao nos apresentar Caio, na sexta edição da revista da Tina, seu primeiro personagem gay. Caio em latim quer dizer “alegre” e aparece como o melhor amigo de Tina já na capa da publicação. Maurício de Sousa, sem soar panfletário, polêmico ou oportunista, dá um passo importante na luta contra a intolerância e o preconceito ao abordar com naturalidade a diversidade sexual.
O nonsense dos planos infalíveis é certeza de diversão, mas no momento em que os tribunais brasileiros legitimam seguidamente relações homoafetivas, permitindo que as crianças tenham em seus documentos o nome de duas mães ou dois pais, temas como gravidez na adolescência, drogas, violência urbana e aliciamento virtual não podem habitar um universo paralelo.
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