(*) Alguns
modismos, realmente, me incomodam. Ultimamente a mania de aplaudirem
qualquer coisa tem me tirado do sério. Parece que estamos em um programa
de auditório e temos que bater palmas toda vez que a placa de APLAUSOS
acende para a claque. Durante a sessão de cinema, o pôr-do-sol e o pouso
do avião são os momentos favoritos. Estou me sentindo na obrigação de
aplaudir o taxista, o cabeleireiro e o porteiro do meu prédio, logo eu
que não tenho paciência nem para mover uma mão contra a outra no
“parabéns pra você”.
(*) Diante do encantamento que um arco-iris ainda consegue provocar, alguém não satisfeito com a condição de ser, simplesmente, plateia da natureza, não perde tempo e saca sua arma telefônica e se fotografa tendo o fenômeno meteorológico ao fundo, um papel de parede de luxo. Há quem prefira parar na estrada, aumentando o congestionamento, para se fotografar à frente de um acidente, como se fosse um casal de namorados diante da Torre Eiffel, não basta dizer que viu, tem que mostrar que estava lá. O pior é que não falta quem curta, e compartilhe.
(*) Da série, as frases que odeio com toda a força da minha alma:
“É muito fácil, até você consegue”.
(*) Diante do encantamento que um arco-iris ainda consegue provocar, alguém não satisfeito com a condição de ser, simplesmente, plateia da natureza, não perde tempo e saca sua arma telefônica e se fotografa tendo o fenômeno meteorológico ao fundo, um papel de parede de luxo. Há quem prefira parar na estrada, aumentando o congestionamento, para se fotografar à frente de um acidente, como se fosse um casal de namorados diante da Torre Eiffel, não basta dizer que viu, tem que mostrar que estava lá. O pior é que não falta quem curta, e compartilhe.
(*) Da série, as frases que odeio com toda a força da minha alma:
“É muito fácil, até você consegue”.


