Depois de ler uma matéria no jornal (sim, ainda leio
jornais de papel) com todo clima de celebração em torno dos setenta
anos de Caetano Veloso, decidi não reavaliar a obra do cara, mas tentar organizar meus
velhos discos. No entanto, cada capa, cada dedicatória, trazia uma
história para revisitar. No final, acabei mais bagunçando do que
arrumando.
Ser conterrâneo de Caetano Veloso, ao contrário do que pode aparentar, não é fácil, principalmente quando você se encontra fora do seu torrão. Quando digo que sou de Santo Amaro, quase que consigo escutar o pensamento do meu interlocutor: “Meu Deus, outro que pensa que é artista”. Mas essa lógica-preconceituosa-de-botequim não é problema, pior é ter que prestar contas de cada declaração polêmica ou regravação de axé ou funk-carioca, como se fosse eu o culpado (quem é santoamarense sabe o que estou falando).
Acima, a ótima versão da banda de indie rock inglesa MAGIC NUMBERS para o clássico "You Don’t Know Me",
faixa do disco "A Tribute to Caetano"
Acima, a ótima versão da banda de indie rock inglesa MAGIC NUMBERS para o clássico "You Don’t Know Me",
faixa do disco "A Tribute to Caetano"