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terça-feira, 13 de agosto de 2013

“QUERO QUE VOCÊ ME AQUEÇA NESSE INVERNO”

Quero escolher o modelo da lápide e rascunhar o epitáfio da minha sepultura.

Quero reencontrar minha família no quadro dos desaparecidos. 

Quero uma escola com o meu nome, uma praça de Santo Amaro ou o aeroporto de Salvador. 

Quero rechaçar uma biografia não autorizada, virar notícia após um acidente de carro.

Quero faltar à sessão de lançamento das minhas obras completas.

Quero uma casa no campo, uma casinha na varanda, uma casinha de sapê.
    
Quero que minha declaração de amor chegue ao topo dos Trending Topics mundial.
   
Quero que o meu filho assine um contrato milionário com o Galatasaray.
    
Quero que o meu canal do Youtube seja considerado a salvação do humor nacional.
    
Quero processar Arnaldo Antunes por plágio.
   
 “Quero seus cabelos negros nas minhas mãos”.
    
Quero negar o affair com uma “celebridade da mídia”, não reconhecer a paternidade de um filho (fruto de um caso com essa mesma “celebridade da mídia”).
    
Quero brigar com o TV Fama, com o Pânico, com Zeca Camargo.
    
Quero que minha patente invada a casa das pessoas.
    
Quero um google doodle.
        
Quero ser feliz.

sábado, 16 de abril de 2011

SAUDADES DA VELHA GAL

       Apesar de não ter vivido os anos sessenta e setenta, tenho saudades da velha Gal.
       Apesar de surgir a cada ano um punhado de cantoras interessantes, ainda me interesso pela velha Gal.
       Apesar de Caetano Veloso produzir, ao lado de Kassin e do filho Moreno, o tão aguardado novo disco de Gal, ainda considero novos os velhos LPs da velha Gal.
       Apesar dela ser acompanhada no disco pela Banda Cê e pelo grupo experimental Rabotnik, ainda prefiro mesmo é a velha guitarra de Lanny Gordin.
       Apesar de Caetano compor canções exclusivamente para ela, ainda prefiro suas velhas composições na voz da velha Gal.
       Apesar da velha Gal parecer cada vez mais distante, ainda acredito que ela ressurgirá a qualquer momento. E eu não saberei mais o que é saudade.


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