(*) Tenho várias restrições quanto às redes sociais, mas não posso permanecer indiferente, nem deixar de considerar admirável, o número de casais que vejo se formando, principalmente através dos blogues. Almas absolutamente parecidas, separadas por inúteis fronteiras, se encontrando nessas intersecções do acaso.
(*) Há quem diga que é do tempo em que se amarrava cachorro com linguiça, não sou tão velho assim, mas com toda essa febre em torno das tecnologias móveis, descobri que sou do tempo em que se ficava em casa porque estava esperando uma ligação.
(*) Gosto do ambiente da cozinha, me traz uma lembrança familiar que nunca abandonei. Mais do que cozinhar, gosto de inventar. De misturar, de encontrar sabores, de nomear pratos com títulos poéticos. Questionado sobre o que não pode faltar na minha cozinha, respondi: Heineken.
(*) Não costumo me manifestar quando o assunto é carnaval. Não entendo, não sei como funciona, não participo. Carnaval, para mim, é sinônimo de silêncio, de cidade vazia. Melhor escola de samba, bateria nota dez, melhor bloco, melhor cantora, melhor música, revelação... Acho que não faz sentido transformar uma festa popular em competição.
(*) Após oito anos, e inúmeras versões, enfim o meu livro de contos está pronto, do jeito que sempre imaginei. Agora é lutar para encontrar uma forma decente de publicação.