Mostrando postagens com marcador David Bowie. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador David Bowie. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de abril de 2021

CONTÉM SPOILER I

Aquele filme que eu te falei

 

Não se discute que o gol é o grande momento do futebol, assim como não existe gol feio. Para o torcedor todo gol é importante: de bico, canela, mão, contra, impedido. Mas uns gols acabam sendo mais importantes do que outros. Aquele lance em que você narra a jogada antecipando a melhor possibilidade, como se falasse diretamente para o jogador o que ele deve fazer (dribla, segura, passa, vira para a esquerda, cruza) e que magicamente começa a acontecer até desembocar em um grito de gol que acordaria não só a sua casa, mas a vizinhança inteira é um exemplo comum.
 
Já um filme é construído de vários momentos impactantes, no entanto um bom final pode ser vibrante feito o gol da virada nos acréscimos do segundo tempo. Em “Jojo Rabbit” (direção Taika Waititi, 2019) um solitário garoto de apenas dez anos tem Hitler como amigo imaginário. Um dia ele descobre que sua mãe esconde uma jovem judia no sótão da sua casa. Questionada por Jojo o que ela faria quando acabasse a guerra, Elsa simplesmente responde: dançar. Com o término dos conflitos, quando finalmente consegue colocar os pés fora do seu esconderijo, ela inicia timidamente passos de dança em silêncio no meio da rua. Aos poucos os passos ganham mais força, enquanto os primeiros acordes de “Heroes”, de David Bowie, vão ficando cada vez mais reconhecíveis ao fundo. O volume da canção aumenta com a dança e eu dentro do cinema só desejava que o filme concluísse ali, na gaveta. O aparecimento dos créditos foi o gol de placa esperado.

O mundo vai acabar e ela só quer dançar.

 

Jojo Rabbit Cena Final

 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

HEROES

Acho que “Heroes”, de David Bowie, deve ser a canção mais utilizada na história recente do cinema e TV, vira-e-mexe, zapeando ou aguardando o final dos créditos enquanto os apressados se retiram da sessão, eu a escuto: desde episódios de “Os Simpsons” ou “Glee”, passando por bons filmes como “As Vantagens de ser Invisível” ou “A Enseada”, desastres como “Besouro Verde” e “Godzilla”, ufanismos como “O Grande Herói” e até o nosso “Praia do Futuro”, sem esquecer os comerciais da Pepsi e Coca-Cola. Se eu der um pulinho no IMDB, certamente encontrarei muito mais. Nas Olimpíadas de 2012 a delegação inglesa desfilou na abertura dos jogos ao som de “Heroes”, apelando para o suposto lado heroico do atleta. Nesse ritmo, não tardará a tomar o lugar de “We Are The Champions” do Queen na festa no pódio, afinal não basta ser campeão, tem que ser herói.
Related Posts with Thumbnails