Vi 350 filmes no último ano.
Mas não se enganem com a afirmativa, não estou me gabando, contando vantagem, tripudiando sobre quem sequer recorda quando foi a última vez que assistiu a um filme, longe disso. Quando me deparei com o número, fiquei com a sensação de que não tive vida social em 2011, embora tenha gastado cerca de setecentos reais apenas com idas ao cinema (conforme minha heterogênea coleção de canhotos).
Agora, estou tentando não ver tantos filmes, embora eu admita que seja muito difícil, já que se tornou algo maior do que mero hábito, se aproximando do que pode ser considerado um vício. Se não vejo um filme, ao final do dia tenho a impressão de que está faltando alguma coisa – e realmente está.
Acho que não seria nenhum exagero se existisse alguma associação especializada em dependentes da sétima arte.
Até o momento foram 122 dias e 72 filmes, média bem inferior ao que estou acostumado. Comecei o ano com um Hitchcock, para manter a tradição, passei por um Polanski, um Clouzout, alguns indicados ao Oscar, ao Globo de Ouro (para alimentar a conversa do bar), nada demais. Sei que falta um Fellini, um Bergman, um Kurosawa, mas esses serão encontros inevitáveis.
Só por hoje, não verei nenhum filme. Amanhã, não sei.
Peter Griffin, de “Family Guy”, vai ao cinema na expectativa de que algum personagem pronuncie, em algum momento, o nome do filme dentro do filme. Não tenho a mesma expectativa, mas não deixo de achar engraçado quando encontro a imagem que adorna o cartaz em uma cena.
Mas não se enganem com a afirmativa, não estou me gabando, contando vantagem, tripudiando sobre quem sequer recorda quando foi a última vez que assistiu a um filme, longe disso. Quando me deparei com o número, fiquei com a sensação de que não tive vida social em 2011, embora tenha gastado cerca de setecentos reais apenas com idas ao cinema (conforme minha heterogênea coleção de canhotos).
Agora, estou tentando não ver tantos filmes, embora eu admita que seja muito difícil, já que se tornou algo maior do que mero hábito, se aproximando do que pode ser considerado um vício. Se não vejo um filme, ao final do dia tenho a impressão de que está faltando alguma coisa – e realmente está.
Acho que não seria nenhum exagero se existisse alguma associação especializada em dependentes da sétima arte.
Até o momento foram 122 dias e 72 filmes, média bem inferior ao que estou acostumado. Comecei o ano com um Hitchcock, para manter a tradição, passei por um Polanski, um Clouzout, alguns indicados ao Oscar, ao Globo de Ouro (para alimentar a conversa do bar), nada demais. Sei que falta um Fellini, um Bergman, um Kurosawa, mas esses serão encontros inevitáveis.
Só por hoje, não verei nenhum filme. Amanhã, não sei.
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Peter Griffin, de “Family Guy”, vai ao cinema na expectativa de que algum personagem pronuncie, em algum momento, o nome do filme dentro do filme. Não tenho a mesma expectativa, mas não deixo de achar engraçado quando encontro a imagem que adorna o cartaz em uma cena.


