A moderação desta página está ativada não para eu filtrar o que discordo, longe disso, mas para evitar inconvenientes - e também não quero ter o trabalho de apagar nada depois, até porque já pode ser tarde, vide o exemplo do blogueiro Emílio Moreno, e seu blog LIBERDADE DIGITAL, que em março de 2008 postou uma análise sobre uma briga que ocorreu numa escola particular na cidade de Fortaleza. A postagem recebeu apenas um comentário, único, porém ofendia a diretora da escola onde aconteceu a confusão, o que bastou para o dono do blog ser acionado na Justiça e condenado a indenizar a diretora em dezesseis mil reais por danos morais, tudo por causa do veneno de um anônimo.
Os comentários não são como anúncios de bebida alcoólica, não posso pedir aos internautas algo como “comente com moderação”. O comentário é uma opinião livre, salutar, que é tão lido quanto o texto principal, não pode servir de mural de recados nem de munição oportunista para francos atiradores. Já o comentário do comentário é mais do que metalinguagem, é a expansão do debate, é quando todos saem ganhando.
A última mensagem do anônimo foi: “Obrigado, por jamais aceitar meus comentários”. Não posso negar que senti um pouco de piedade dessa figura solitária, carente, medrosa, sem nome e sem rosto, entristecida por minha indiferença no computador escanteado de alguma lan house. Agora ele tem mais do que um comentário publicado.