O cinema é a minha igreja. Acho que por isso eu não frequente as salas de cinema dos shopping centers (onde muitas pessoas entram na fila para comprar o ingresso sem sequer saber o que está sendo exibido, onde vendem gigantescos combos de pipoca e refrigerante, onde tagarelam livremente, com seus cúmplices ou nos famigerados telefones celulares). O cinema é a minha igreja, e eu sou fiel e carola.
Cinema é um espaço público, mas alguém sentar ao seu lado e roubar sua atenção com conversas ou “namorando” ou roncando ou colocando os pés na cadeira ou mastigando é muito mais que deselegante. Sei que a venda de guloseimas é responsável por parte significativa dos lucros de um cinema, mas não consigo imaginar alguém comendo pipoca ao assistir BIUTIFUL, EM UM MUNDO MELHOR ou INCÊNDIOS, apenas para citar produções recentes e que foram indicadas ao Oscar de filme estrangeiro – ou o apetite iria embora ou a indigestão seria certa. Quero sempre acreditar no bom senso alheio, na sensibilidade e educação, sem ter que apelar para medidas radicais, como fazem algumas salas que não permitem o acesso às áreas de exibição portando alimentos de qualquer natureza. Mas nem sempre é possível.
Quem vai ao cinema no shopping center não gosta de cinema, gosta de shopping center. E eu odeio shopping center – embora, eu saiba, que há pessoas sérias que frequentam estes cinemas por falta de opção.
Cinema não é teatro (alguém já disse), mas deveria ser respeitado igualmente.
Com o constante fechamento das salas do circuito de arte nas grandes cidades, está cada vez mais complicado usufruir de uma boa sessão, sem inconvenientes. Não quero baixar meus lançamentos preferidos e me isolar em casa (como fazem alguns), quero apenas que haja espaço para todos.
Portanto, não se ofendam, nem me desejem mal, o casal apaixonado ou os garotos falastrões do Sartre Coc, que se sentaram ao meu lado no cinema e foram, gentilmente, convidados a se retirar. Nada pessoal.
Cinema é um espaço público, mas alguém sentar ao seu lado e roubar sua atenção com conversas ou “namorando” ou roncando ou colocando os pés na cadeira ou mastigando é muito mais que deselegante. Sei que a venda de guloseimas é responsável por parte significativa dos lucros de um cinema, mas não consigo imaginar alguém comendo pipoca ao assistir BIUTIFUL, EM UM MUNDO MELHOR ou INCÊNDIOS, apenas para citar produções recentes e que foram indicadas ao Oscar de filme estrangeiro – ou o apetite iria embora ou a indigestão seria certa. Quero sempre acreditar no bom senso alheio, na sensibilidade e educação, sem ter que apelar para medidas radicais, como fazem algumas salas que não permitem o acesso às áreas de exibição portando alimentos de qualquer natureza. Mas nem sempre é possível.
Quem vai ao cinema no shopping center não gosta de cinema, gosta de shopping center. E eu odeio shopping center – embora, eu saiba, que há pessoas sérias que frequentam estes cinemas por falta de opção.
Cinema não é teatro (alguém já disse), mas deveria ser respeitado igualmente.
Com o constante fechamento das salas do circuito de arte nas grandes cidades, está cada vez mais complicado usufruir de uma boa sessão, sem inconvenientes. Não quero baixar meus lançamentos preferidos e me isolar em casa (como fazem alguns), quero apenas que haja espaço para todos.
Portanto, não se ofendam, nem me desejem mal, o casal apaixonado ou os garotos falastrões do Sartre Coc, que se sentaram ao meu lado no cinema e foram, gentilmente, convidados a se retirar. Nada pessoal.

