Tem gente que não suporta, que desliga a TV, que nem quer ouvir falar, mas contrariando o bom senso e toda lógica possível, costumo aguardar ansiosamente pelo início do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV (que sem muito esforço consegue ser mais divertido do que muito programa de estrela global por aí), especialmente quando é dia dos candidatos a vereador.
Impossível permanecer indiferente aos personagens, jingles e slogans que se sucedem na tela, ainda estou rindo de um e já surgem mais dois igualmente inusitados e cômicos. Sei, sei, sei... Não é muito elegante fazer pouco caso e rir das pessoas dessa forma, mas depois de eleitos eles não farão isso durante quatro anos com a gente?
Campanha municipal possui suas peculiaridades e nos coloca mais perto dos candidatos: é a caixa do banco, o cara do cafezinho, a revoltada do sindicato, o médico boa praça, um tio, um amigo, um conhecido, um vizinho, um colega do trabalho, um ex-colega da escola... Todo mundo postulando uma cadeira na Câmara da cidade. Todos com o sorriso fabricado na foto do santinho. Todos “em pânico mal dissimulado” nos seus preciosos segundos televisivos. Todos em rápidas e breves frases, às vezes apenas uma, resumindo sua proposta de campanha.
Depois de ver um candidato se enrolar completamente com as palavras, percebi como deve ser difícil resumir suas ideias e promessas em tão pouco tempo. Tentei fazer esse exercício em casa, em frente ao espelho, e o ridículo foi inevitável. Na poesia e no conto, procuro buscar sempre a concisão, fazer do mínimo o máximo, mas como fazer o mesmo numa propaganda eleitoral? Tentei novamente e dessa vez pareci ainda mais ridículo.
Melhor ligar a TV e rir dos mestres.
Impossível permanecer indiferente aos personagens, jingles e slogans que se sucedem na tela, ainda estou rindo de um e já surgem mais dois igualmente inusitados e cômicos. Sei, sei, sei... Não é muito elegante fazer pouco caso e rir das pessoas dessa forma, mas depois de eleitos eles não farão isso durante quatro anos com a gente?
Campanha municipal possui suas peculiaridades e nos coloca mais perto dos candidatos: é a caixa do banco, o cara do cafezinho, a revoltada do sindicato, o médico boa praça, um tio, um amigo, um conhecido, um vizinho, um colega do trabalho, um ex-colega da escola... Todo mundo postulando uma cadeira na Câmara da cidade. Todos com o sorriso fabricado na foto do santinho. Todos “em pânico mal dissimulado” nos seus preciosos segundos televisivos. Todos em rápidas e breves frases, às vezes apenas uma, resumindo sua proposta de campanha.
Depois de ver um candidato se enrolar completamente com as palavras, percebi como deve ser difícil resumir suas ideias e promessas em tão pouco tempo. Tentei fazer esse exercício em casa, em frente ao espelho, e o ridículo foi inevitável. Na poesia e no conto, procuro buscar sempre a concisão, fazer do mínimo o máximo, mas como fazer o mesmo numa propaganda eleitoral? Tentei novamente e dessa vez pareci ainda mais ridículo.
Melhor ligar a TV e rir dos mestres.

