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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

(NÃO) VOTE EM MIM

Tem gente que não suporta, que desliga a TV, que nem quer ouvir falar, mas contrariando o bom senso e toda lógica possível, costumo aguardar ansiosamente pelo início do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV (que sem muito esforço consegue ser mais divertido do que muito programa de estrela global por aí), especialmente quando é dia dos candidatos a vereador.

Impossível permanecer indiferente aos personagens, jingles e slogans que se sucedem na tela, ainda estou rindo de um e já surgem mais dois igualmente inusitados e cômicos. Sei, sei, sei... Não é muito elegante fazer pouco caso e rir das pessoas dessa forma, mas depois de eleitos eles não farão isso durante quatro anos com a gente?

Campanha municipal possui suas peculiaridades e nos coloca mais perto dos candidatos: é a caixa do banco, o cara do cafezinho, a revoltada do sindicato, o médico boa praça, um tio, um amigo, um conhecido, um vizinho, um colega do trabalho, um ex-colega da escola... Todo mundo postulando uma cadeira na Câmara da cidade. Todos com o sorriso fabricado na foto do santinho. Todos “em pânico mal dissimulado” nos seus preciosos segundos televisivos. Todos em rápidas e breves frases, às vezes apenas uma, resumindo sua proposta de campanha.

Depois de ver um candidato se enrolar completamente com as palavras, percebi como deve ser difícil resumir suas ideias e promessas em tão pouco tempo. Tentei fazer esse exercício em casa, em frente ao espelho, e o ridículo foi inevitável. Na poesia e no conto, procuro buscar sempre a concisão, fazer do mínimo o máximo, mas como fazer o mesmo numa propaganda eleitoral? Tentei novamente e dessa vez pareci ainda mais ridículo.

Melhor ligar a TV e rir dos mestres.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

DOMINGO ESMERALDA


No romance O Leopardo, do escritor italiano Giuseppe di Lampedusa, o Príncipe de Salina (imortalizado no cinema por Burt Lancaster no clássico de Luchino Visconti), expressa todo seu desencanto com a política na célebre frase: “Para que as coisas permaneçam iguais, é preciso que tudo mude.”. Impossível não ser remetido à principal bandeira da atual campanha presidencial: o continuísmo. Ao contrário do Príncipe de Salina, acredito que às vezes é preciso mudar para que as coisas fiquem diferentes.

"De repente
me lembro do verde
da cor verde
a mais verde que existe
a cor mais alegre
a cor mais triste
o verde que vestes
o verde que vestiste
o dia em que eu te vi
o dia em que me viste."
(Paulo Leminski)

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

UMA RAZÃO

No site oficial da candidata Marina Silva estão enumeradas 43 razões para ela receber o nosso voto. Certamente, tenho bem mais que quarenta e três motivos. Basta observar seus adversários políticos, no famigerado horário eleitoral, em algum noticiário ou em qualquer debate, para se constatar que não é muito difícil encontrar uma razão o que já é mais do que suficiente.

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