segunda-feira, 25 de julho de 2016

quinta-feira, 7 de julho de 2016

SOB PRESCRIÇÃO: 10 Anos

Em uma época em que as redes sociais ainda engatinhavam, há exatamente dez anos, lançávamos em Santo Amaro (BA), com a ajuda dos amigos, uma coletânea de contos e poesia que marcaria toda uma
geração na cidade, seja por seu tom anárquico, seu “do it yourself” ou sua forma de tratar angústias e inquietações com um pano de fundo local e sem meias palavras. Inusitadamente o livro, com sua postura marginal, ganhou status cult e sem pretensão alguma, embora trouxesse uma contracapa ironicamente arrogante e pouco entendida, acabou traduzindo a desesperança da juventude  naquele momento e consequentemente despertou o interesse de leitores de outras regiões. Referenciada até hoje, SOB PRESCRIÇÃO teve sua tiragem rapidamente esgotada, gerando a circulação de foto cópias em forma de apostilas. Há quem diga que o livro mereça uma nova edição, revista e ampliada; outros defendem a ideia de que a mística não pode ser maculada, que o seu lugar na história deva ser apenas ali: na fria noite de 07 de julho de 2006. Gostaria apenas de brindar esse dia com meus amigos numa mesa de bar relembrando os bastidores daquela aventura. E ser apontado na rua como "o cara do livro preto".

sexta-feira, 1 de julho de 2016

(...)

Por falta do que dizer ou por acreditar que estão sendo delicados, sempre me perguntam quando lançarei o próximo livro (como se tivessem lido o último ou o antepenúltimo ou qualquer coletânea que eu tenha participado). Quase nunca sei o que responder, na maioria das vezes desconverso, na verdade não quero escrever mais. Este blogue está quase abandonado. Não posto nada original em redes sociais, apenas compartilho conteúdo alheio. Até mesmo a lista de tarefas que fixo na porta da geladeira e as receitas que prescrevo no consultório, redijo por obrigação. Tenho paúra do que sai da minha caneta. Se eu puder resumir uma conversa de WhatsApp com um emoji, já me dou por satisfeito. Não que me falte inspiração, centenas de ideias para contos, trechos inteiros de uma trama, sequências de diálogos, versos, trafegam cotidianamente por minha cabeça esquizofrênica, mas o desejo de colocar qualquer coisa em papel ou editor de texto não se esvai, ele simplesmente não existe. Acho que o mundo já tem escritores demais.
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