sábado, 5 de dezembro de 2015

ENFIM, INFINITIVOS



Escrever sempre se evidenciou como a solução mais prática, inevitável de tão óbvia. Exprimir sentimentos enclausurados deveria ser o mais eficaz antidepressivo – o medicamento melhor indicado para tanta angústia sufocada querendo gritar –, embora, corresse o risco de arregimentar outros corações incautos identificados com aquela dor pelo caminho.

E assim foi.

Mas, de repente, a manhã nasceu azul, sem instrumentos, canções, silêncios, fatalidades, solitude, aflições... Agora, prefiro amar, ignorar, esquecer, permitir, correr, gargalhar, plantar, colher, desfrutar, conhecer, relevar, resignar, distrair, libertar...

Descobri, tardiamente, que eu tenho uma porção de infinitivos para conquistar e eu não posso ficar aqui parado.





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