quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

MEUS PALPITES: OSCAR 2014

Para não perder o hábito, antecipo minhas previsões para os vencedores do Oscar 2014, que este ano acontecerá no domingo de carnaval. Sinceramente, para mim pouco importa, a não ser que Rubens Ewald Filho abandone o TNT e saía como destaque em alguma agremiação carnavalesca. 

MELHOR FILME
12 Anos de Escravidão

DIREÇÃO
Alfonso Cuarón, Gravidade


ATOR

Matthew McConaughey, Clube de Compras Dallas 


ATRIZ
Cate Blanchett, Blue Jasmine



ATOR COADJUVANTE
Jared Leto, Clube de Compras Dallas

ATRIZ COADJUVANTE

Lupita Nyong'o, 12 Anos de Escravidão

ROTEIRO ORIGINAL

Ela, Spike Jonze
ROTEIRO ADAPTADO
12 Anos de Escravidão, John Ridley
FOTOGRAFIA
Nebraska, Phedon Papamichael

MONTAGEM
Gravidade, Alfonso Cuarón e Mark Sanger

 


DESIGN DE PRODUÇÃO
O Grande Gatsby, Catherine Martin (Design de Produção); Beverley Dunn (Decoração de Set)

EFEITOS VISUAIS
Gravidade, Tim Webber, Chris Lawrence, Dave Shirk e Neil Corbould
FIGURINO
O Grande Gatsby, Catherine Martin

MAQUIAGEM E PENTEADO
Clube de Compras Dallas, Adruitha Lee e Robin Mathews

CANÇÃO ORIGINAL
 “Let it Go”, Frozen – Uma Aventura Congelante

TRILHA SONORA ORIGINAL

Gravidade, Steven Price

 



 

MIXAGEM DE SOM
Gravidade, Skip Lievsay, Niv Adiri, Christopher Benstead e Chris Munro

EDIÇÃO DE EFEITOS SONOROS
Gravidade, Glenn Freemantle

FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
A Grande Beleza (Itália)




 

ANIMAÇÃO
Frozen – Uma Aventura Congelante

DOCUMENTÁRIO
O Ato de Matar




CURTA-METRAGEM
Avant Que De Tout Perdre (Just Before Losing Everything), de Xavier Legrand e Alexandre Gavras

CURTA DOCUMENTÁRIO
Karama Has No Walls, de Sara Ishaq

 
CURTA DE ANIMAÇÃO
É Hora de Viajar (Get a Horse!), de Lauren MacMullan e Dorothy McKim

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

PRIMEIRAS IMPRESSÕES

Até que o bicho é menos feio do que pintavam, como tudo na vida há seu lado bom e ruim, embora o lado ruim do Feicebuque prevaleça soberanamente. Passeando por suas ruas e experimentando os seus recursos, percebi que há muita postagem desnecessária (pra utilizar um adjetivo pouco ofensivo), e, sinceramente, não sei o que pode me interessar o que alguém comeu, vestiu ou que horas foi dormir – sem contar o excesso de açúcar derramado por casais ainda na fase do “mô” a todo instante e os nichos destinados a intrigas políticas, picuinhas de cortiço ou debates futebolísticos. No entanto, foi possível estabelecer, reencontrar e reafirmar contatos, além de dar umas boas risadas. Acredito que consegui sobreviver ao Fantástico Mundo da Felicidade, onde todos são divertidos, sagazes, inteligentes, bem sucedidos e baladeiros, mas isso eu já sabia que iria encontrar. Sentindo falta apenas dos raros e-mails que eu recebia. Agora qualquer novidade ou saudade é por inbox.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O NETO DO HERCULANO

Sim, ativei uma conta no feicebuque (peraí, não me crucifiquem, eu não me rendi, estou apenas me adaptando, me aclimatando, feito um bom animal). Ainda não sei em que imbróglio me envolvi o tempo, esse sabichão de meia tigela, promete revelar nos próximos capítulos. 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

CORAÇÃO DESAJEITADO



 

                                                      desordenando
                                     tropeçando
                                                                         esquecendo
                                                              confundindo

até o coração é desajeitado





domingo, 9 de fevereiro de 2014

“FUNERAL PARA UM AMIGO”


Provavelmente eu sabia que isso iria acontecer um dia, como pais que presenteiam o filho com um casal de hamsters apenas para familiariza-lo com o conceito de perda e poder falar sobre um paraíso celestial cheio de hamsters, peixinhos dourados, porquinhos da índia e a vovó. Nos últimos anos, mais do que mera rotina, a primeira coisa que eu fazia pela manhã, a primeira mesmo, era regar meu bonsai e coloca-lo na janela durante algumas horas. Podava, trocava a terra, colocava adubo, tinha todos os cuidados necessários. Mas em um dia, simplesmente, tanto cuidado não adiantava mais. E aos poucos ele começou a secar: feito o amor. Pensei em substitui-lo. Fui à floricultura, olhei as espécies e desisti. Não daria certo. Não seria igual, sequer semelhante. Agora ele tá abandonado na área de serviço: galhos ressequidos num vaso. Não tenho coragem de joga-lo fora. Deveria haver um cemitério para plantas, como existem cemitérios para animais.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

NÚMERO PRIVADO

     Não atendo chamadas telefônicas de números privados. Acho um desaforo ligar para alguém sem se identificar. No entanto, ontem recebi várias e insistentes ligações sem identificação. Fiquei incomodado. E se fosse alguém conhecido que foi assaltado, que levaram o telefone celular, que estava utilizando um telefone emprestado de um estranho, que estava em alguma delegacia da cidade registrando um boletim de ocorrências, que o único número telefônico que recordava era o meu...? E se fosse?
     Em um momento pré-identificador de chamadas da história da comunicação humana, todo mundo atendia qualquer ligação em casa. O que mudou? Ligaram mais uma vez. Olhei: “não identificado”. Comecei a suar. E se fosse mesmo alguém precisando de ajuda? E se fosse? Respirei fundo. Atendi:
     – Alô?!
     – Senhor Herculano?
     – Pois não?!
     – Nós somos do Consórcio Nacional Ford e estaremos oferecendo uma oportunidade única para uma pessoa como o senhor...
     (Desliguei)
     Não era, realmente, alguém precisando de ajuda. Mas, e se fosse?
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